14
mai
Como Fazíamos Sem… cuecas e calcinhas?

Até o século 19, a maioria das mulheres não usava nenhum tipo de roupa íntima. Quando vestiam algo por baixo da roupa comum, eram peças largas. As roupas íntimas ajustadas ao corpo, como conhecemos hoje, são um invento bastante recente.

No século 18, calcinhas eram consideradas vestes de prostitutas e atrizes (palavras que, na época, eram quase sinônimo) 8-O. Já a cueca é um costume antigo: desde o século 6, influenciados pelos celtas, homens vestiam cueca de diversos tipos, justa, larga, curta ou comprida. No século 14, as favoritas eram compridas e usadas por cima da roupa comum, demarcando a genitália.

Quando os espartilhos se popularizaram, a partir do século 18, eram tão apertados que faziam as mulheres desmaiar. Em 1859, um jornal parisiense relata a morte de uma jovem, da qual todas as rivais admiravam a cintura fina e conta que, durante a necrópsia, se verificou que o fígado estava perfurado por três costelas. “Eis como se pode morrer aos 23 anos, não de tifo nem de parto, mas por causa de um espartilho”, concluía o artigo.

CRÉDITO: Aventuras na História

Eu sempre gostei de saber como as pessoas antigas se viravam com coisas que, hoje, são comuns para nós. É engraçado saber essas coisas e que temos tudo muito facilmente.

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26
set
Como Fazíamos Sem… Sabão, Chuveiro ou Xampu?

Hoje em dia, a coisa mais básica para nós é tomar banho de chuveiro  com um sabonete cheiroso e lavar os cabelos com um xampu próprio para eles. Mas como fazíamos sem sabão, chuveiro ou xampu?

Desde sempre nós tivemos alguma forma de higiene pessoal. Os egípcios, por exemplo, tomavam três banhos por dia. Os gregos e os romanos são famosos pelos banhos públicos. Mas, sem os apetrechos de que dispomos hoje, os povos antigos improvisavam.

Bucha para macho

O strigil era uma espátula de ferro de cerca de 30 centímetros usada pelos antigos gregos e romanos para esfregar a pele. Antes disso, eles untavam-se com um óleo. Entre os mais abastados, essa limpeza era feita por escravos.

Banho de jarrinha

Sabe o famoso banho de canequinha? Ele era prática entre povos antigos, que não tinham rede encanada. A água vinha de bacias e jarros. Às vezes, a pessoa ficava dentro de uma banheira de pedra, mas era comum se inclinar sobre um banco.

Sabão animal

Era feito de gordura animal fervida com cinzas vegetais o sabonete dos babilônios – eles passavam isso na pele e nos cabelos. No Egito, usava-se uma mistura de bicarbonato de sódio, cinzas e argila.

Pedra-sabão

Materiais ásperos feitos de pedra ou cerâmica eram (e ainda são) usados no Oriente para esfoliar a pele e arrancar o cascão. Para dar o “acabamento”, água de flor de laranjeira, pentes, pastas e perfumes.

Limpeza portátil

As banheiras se popularizaram no fim do século 19 entre os ingleses. As camareiras carregavam a banheira portátil para o quarto do fidalgo e a enchiam com água aquecida antes do banho do patrão.

CRÉDITO: Aventuras na História

Nossa, por isso que muitas civilizações não gostavam de tomar banho! Quanta mão-de-obra!!! :-o

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23
ago
Como Fazíamos sem… Adolescência

Adolescência… Momento de mudança em nossos corpos até a vida adulta. Coisa básica que todos nós passamos até atingirmos a vida adulta. Antigamente, não existia essa fase de transição. Vejam abaixo como fazíamos sem adolescência:

Pêlos surgindo, espinhas pipocando, mudanças de voz, menstruação. As alterações físicas pelas quais passam as crianças com a chegada da puberdade são, há milênios, idênticas às de hoje. Mas as coincidências param por aí. Por um motivo muito simples: o conceito de adolescência como um limbo entre a infância e a idade adulta não existia até 300 anos atrás. 8-O

Os romanos passavam da infância para a idade adulta sem direito a períodos de adaptação ou amadurecimento psicológico. “As mudanças do corpo eram o único termômetro”, diz Pedro Paulo Funari, professor do departamento de História da Unicamp. Para os meninos, o marco era o aparecimento de pêlos. Bastava surgir uns fiozinhos de barba e o garoto era enviado ao Exército, onde ficava até os 35 anos. Nas meninas, a menstruação colocava fim instantâneo à infância: era hora de casar.

Isso não mudou na Idade Média, quando meninos eram tidos como homens pequenos que, para se tornar adultos, só precisavam fazer uma coisa: crescer. “A criança mal adquiria porte físico e era misturada aos adultos, partilhando com eles trabalhos e jogos”, escreve o historiador Philippe Ariès no livro História Social da Criança e da Família. Segundo ele, essa situação duraria até o século 17, quando a escola substituiu o sistema de aprendizagem, baseado na figura dos tutores e mestres de ofício. “As crianças deixaram de ser misturadas aos adultos e apareceram as salas de aula reunindo alunos em faixas etárias e níveis de aprendizado semelhantes.”

“Mesmo isso mudou pouco a vida das meninas, que continuou, até o século 19, dividida em duas fases: antes e depois do casamento”, diz o historiador Luiz Marques, da Unicamp.

Então a adolescência não é natural? Não. No começo do século 20, a antropóloga Margaret Mead realizou um estudo com habitantes de Samoa, na Polinésia. “Ela mostrou que a adolescência, tal como nós vemos hoje em dia, não passa de uma ficção, de uma construção cultural”, explica Sara Albieri, professora do departamento de História da USP. “Margaret provou que a rebeldia e a insatisfação consideradas típicas da idade não fazem parte da natureza humana. Elas são uma experiência social, não fisiológica.”

CRÉDITO: Aventuras na História

Não concordo com essa antropóloga porque acredito que todo mundo passa por essa fase e tem as suas experiências. É uma época em que tudo muda. Não acredito que não faça parte da natureza humana.

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27
jul
Como Fazíamos sem… Absorvente?

Uma coisa que eu adoro é saber o porquê das coisas. Por isso, resolvi inaugurar esta seção: Como Fazíamos sem…

Resolvi começar com um detalhe básico de toda mulher: o absorvente. Vejam como as nossas ancestrais faziam antes do absorvente ser inventado:

Na Roma Antiga, as mulheres enfiavam pequenos chumaços de lã no interior da vagina para conter o fluxo menstrual. Em algumas tribos da África, usavam rolinhos de grama. As gregas revestiam ripas de madeira com várias camadas de retalho. Já as japonesas se viravam confeccionando canudinhos de papel. Na Indonésia, fibras vegetais eram usadas na tentativa de absorver o fluxo, ao passo que, no Egito, canutilhos de papiro faziam as vezes de absorvente higiênico. Todas essas invenções eram intravaginais – por isso, era melhor deixar um pedacinho para fora, para facilitar a retirada (o ancestral do OB).

Registros arqueológicos mostram que, desde o século 15 a.C, as mulheres já pensavam em alguma espécie de proteção para aqueles dias. Mas uma das referências mais conhecidas acerca do assunto é encontrada nos escritos deixados pelo grego Hipócrates, mencionando expressamente a utilização de protetores intravaginais entre suas contemporâneas – ele viveu de 460 a 370 a.C.

Durante toda a Idade Média, uma opção eram as toalhinhas higiênicas, feitas de qualquer resto de tecido – não raro, elas levavam ao surgimento de coceiras, assaduras e irritações no corpo. De todo modo, qualquer coisa devia ser melhor do que o isolamento a que as mulheres de diversas tribos indígenas eram submetidas: elas ficavam longe dos olhos dos outros, sentadas numa espécie de ninho, que absorvia o sangue (Affe!! Fala sério!!). :roll:

Só no século 19, têm início pesquisas voltadas ao desenvolvimento de apetrechos mais funcionais. Em 1933, o absorvente interno foi patenteado, mas a novidade só chegou ao Brasil 40 anos depois. Por outro lado, toalhas descartáveis já ocupavam as prateleiras desde o fim da Primeira Guerra. Algumas tinham o formato de uma calcinha, ficando presas à cintura, enquanto outras eram presas com alfinetes. Os absorventes com fita adesiva chegaram em 1970.

CRÉDITO: Aventuras na História

Já imaginaram como elas sofriam, gente? Não poder sair de casa só porque estavam menstruadas! Ainda bem que vivemos nesta época!! :-P

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